Mediação de conflitos: o que é e três dicas para aplicar no seu dia a dia

Tempo de leitura: 5 minutos

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Com certeza você conhece alguém que já vivenciou o contexto de um processo judicial – lento, caro e, principalmente, desgastante. Em alguns casos, todos esses percalços podem ser evitados através da mediação de conflitos.

Mas o que é mediação de conflitos?

A mediação é um processo pacífico de resolução de conflitos que se utiliza de técnicas específicas para tal. Ela é utilizada, principalmente, em casos onde as partes terão contato continuado durante sua vida, como em conflitos de natureza familiar ou empresarial, por exemplo.

Segundo uma pesquisa da USP, os processos do Direito da Família são os mais suscetíveis a acordos através da mediação. Porém, as técnicas da mediação podem ser utilizadas em outros diversos âmbitos, tanto profissionais quanto pessoais.

O mediador atua como um terceiro imparcial, sendo ele um pacificador, independente, capacitado e um facilitador do diálogo para que as partes, se possível, cheguem a um entendimento.

Agora que você já sabe o que é mediação, vamos a um breve histórico.

A mediação de conflitos no Brasil

Efetivada como uma alternativa para a solução de conflitos através da Lei de Mediação e no Novo Código de Processo Civil, em seu artigo nº 165, a mediação passou a ter papel importante dentro do organograma processual.

De acordo com o relatório Justiça em Números, emitido pelo Conselho Nacional de Justiça, o Brasil fechou o ano de 2018 com mais de 80 milhões de processos vigentes. É como se pouco menos da metade da população estivesse envolvida em alguma disputa judicial.

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Ainda, de acordo com o relatório, o crescimento no número de processos foi de 4% ao ano, de 2009 até 2017 – isso significa um incremento de aproximadamente 19,5 milhões de processos.

Dito isso, percebemos o importante papel da mediação, que visa evitar o trâmite judicial como um todo, de modo a colaborar com o Poder Judiciário e, principalmente, auxiliar o cidadão.

Mediação Judicial x Mediação Extrajudicial

É importante, neste momento, compreender as diferenças entre a mediação judicial e a extrajudicial.

Como o nome diz, a mediação judicial ocorre dentro do Poder Judiciário, através de um órgão específico, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). Já a mediação extrajudicial se dá em escritórios privados ou centros de mediação criados especificamente para tal.

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Por exemplo: duas pessoas enfrentam uma disputa judicial acerca de uma pensão alimentícia – esse caso é muito comum nos centros de mediação judicial.

Esse casal provavelmente demoraria muito tempo e teria diversos embates frente a um juiz para, enfim, chegar em um veredito – que, por vezes, pode não ser o melhor para ambas as partes.

A disputa também impactaria uma terceira pessoa: o filho ou filha que necessita desta pensão. Nesse caso, o desgaste das partes, bem como da criança, seria iminente e irreversível.

Como se trata de pensão, esta mediação ocorreria judicialmente, ou seja, através do Poder Judiciário.

Como a mediação de conflitos pode impactar a sua rotina

Saber lidar com embates é uma habilidade muito importante em diversos âmbitos, e a mediação de conflitos pode ser importante no trabalho e também entre familiares.

Agora que você já conhece um pouco sobre a mediação em si, elencamos algumas técnicas utilizadas por mediadores profissionais para que você aplique em sua rotina:

1. Escuta Ativa

Seja observador – o corpo possui sua própria linguagem e fala através dela. Além da linguagem verbal, a linguagem corporal é extremamente importante para a leitura de situações.

Expressões de raiva, nervosismo e deboche, por exemplo, são facilmente perceptíveis.

Nessa técnica, o mediador observa as partes e tenta compreender informações relevantes, através do que é e do que não é falado.

2. Empatia na prática

Durante um conflito, é normal que uma das partes não compreenda o ponto de vista do outro ou foque apenas nos pontos negativos do embate.

Para criar um ambiente positivo, o mediador estimula as partes a praticarem a empatia, colocando-se no lugar do outro, de modo que consigam ver e entender os motivos de cada um por trás do conflito.

3. Brainstorming

O termo brainstorming é muito comum em áreas como a publicidade e o marketing. Trata-se de uma chuva de ideias.

Ao chegar num ponto de intransigência das partes, o mediador pode propor a técnica do brainstoming para extrair possíveis soluções criativas para resolver o conflito.

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Até mais!

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