Autoconhecimento e Felicidade: Encontrando a si mesmo na graduação

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A graduação é uma fase da vida repleta de oportunidades. Para boa parte das pessoas é a entrada na vida adulta, o primeiro passo após a escola. Para outras, é o retorno aos estudos, uma busca pelo aperfeiçoamento profissional.

Então logo começam as provas, trabalhos, textos e seminários e o tempo fica apertado, ainda mais para os que trabalham ou estagiam durante a graduação.

Por isso, é comum que nesse período os graduandos esqueçam de si mesmos, negligenciando a própria felicidade. Entretanto, nessa etapa o autoconhecimento é fundamental para a vida. Conhecer a si mesmo é uma maneira de entender melhor as suas aptidões e aspirações, criando assim um objetivo e traçando o caminho para alcançá-lo.

Então, como fazer com que, na correria da graduação, os alunos consigam arranjar um tempo para eles mesmos? Esse é o desafio enfrentado pela docente da FADISMA Carolina Suptitz, que ministra as aulas de Autoconhecimento e Felicidade.

O objetivo da disciplina é ajudar os graduandos a se conectarem com quem eles são e o que realmente querem.

Sendo a faculdade um local onde se recebe o conhecimento produzido por outras pessoas, e que incentiva a produção de novos conhecimentos em cima daquele anteriormente estudado, é possível entrar em um ciclo onde se trabalha apenas com o conhecimento acadêmico, a nunca com si mesmo.

A disciplina de Autoconhecimento e Felicidade busca romper com este ciclo, fazendo com que os alunos se aproximem deles mesmos e entendam melhor o que eles realmente querem.

Não só academicamente, mas por vezes desenvolvendo um passatempo, uma atividade extracurricular. Desde o aluno perceber que tem afinidade com a área do direito penal, ou resolver aprender a tocar um instrumento.

O potencial de cada um é infinito, e é isso que a disciplina busca despertar. O autoconhecimento é fundamental para a transformação do sujeito, potencializando os dons das pessoas e forjando um caminho para a felicidade.

Com essa finalidade, a disciplina aborda alguns temas de diferentes maneiras. Por exemplo, as aulas partem de um entendimento de que existe hoje, para grande parte das pessoas, um conjunto de fatores sociais que as impedem de se conectarem com quem são e com o que realmente querem.

Essa desconexão cria conflitos internos pessoais e até mesmo externos, impedindo o desenvolvimento de talentos e habilidades.

Portanto, a disciplina tem como um de seus objetivos diminuir a conflitualidade social ampliando a consciência dos alunos em relação aos seus “eus interiores” e a comportamentos autodestrutivos, ao mesmo tempo trabalhando o autoconhecimento e impedindo a continuidade de hábitos contra produtivos.

A professora Carolina Suptitz nos explicou mais sobre os métodos adotados na primeira turma da disciplina:

Afinal, para que serve o autoconhecimento? Como ele ajuda a alcançar a felicidade?

A professora explica que, na verdade, a felicidade está dentro de todos nós e que em uma sociedade moderna onde tudo acontece tão rápido, de maneira tão consumista, as pessoas costumam buscar a felicidade em outros lugares e, é claro, não a encontram. A professora falou mais sobre isso:

Já sobre as aulas, é a variedade de atividades, em conjunto com as metodologias diferenciadas da disciplina, que fizeram elas serem um sucesso entre os alunos que participaram da primeira turma.

O sentimento geral é de que o estudo em autoconhecimento realmente nos aproxima da felicidade, e que o aprendizado desta inusitada experiência acadêmica agregou muito na graduação.

Letícia Blank Netto, aluna do Curso de Direito, comentou que a prática de meditação introduzida em aula tem sido de muita ajuda, e até reavaliou os seus hábitos alimentares:

“A disciplina tem gerado uma grande mudança no meu dia a dia, principalmente nas questões de verificar a importância da meditação e do cuidado com o meio ambiente para que tenhamos uma vida mais saudável e equilibrada. É incrível como estar presente em sala e meditar, nem que seja por cinco minutos, me permitem continuar a rotina de aulas até o fim da noite de forma mais leve, atenciosa e proveitosa. Sobre o meio ambiente, a disciplina me ajudou a diminuir o consumo de carne, o que tem sido um grande desafio.”

Letícia Blank Netto

Taiana Bonifácio, recém egressa da Instituição, falou sobre a importância do autoconhecimento para a sua nova etapa de vida, em que sai da graduação e entra no mercado de trabalho:

Raira Nunes, também do Curso de Direito, destacou a importância do autoconhecimento na tomada decisões e que as aulas lhe deram uma nova perspectiva do mundo:

“A disciplina é extremamente maravilhosa, que nos faz abrir os olhos para uma nova visão da vida, bem como nos instiga a buscar novas experiências. Gosto muito das meditações que fazemos em aula, bem como das trocas de experiências que ocorrem durante as aulas. Gosto também do que a disciplina me faz sentir, pois ela me instiga a tomar as rédeas da minha vida, a refletir sobre mim mesma, a fim de que eu tente, aos poucos, abandonar os padrões mentais, emocionais e comportamentais negativos.”

Raira Nunes

Já Isabela Eguren, também do Curso de Direito, comentou na leveza que a disciplina trazia para a sua semana de aulas e as boas energias da professora Suptitz:

“Gosto muito das meditações que fazemos, a prática do silêncio incentivada pela professora e acompanhada por ela é o melhor momento da semana. A maneira como a disciplina nos desperta sensações maravilhosas a partir de músicas que ouvimos e cantamos em sala, com textos reflexivos e com a energia da Professora Carol e da turma.”

Isabela Eguren

O Alexsander Jaskulski, do nono semestre de Direito, afirmou que a disciplina é de tal importância que deveria ser obrigatória para todas as pessoas:

Se interessou? A disciplina será ofertada novamente no primeiro semestre de 2020. Essa é a sua oportunidade de aprender mais sobre o autoconhecimento. A matrícula pode ser feita no Portal Acadêmico, junto das outras disciplinas optativas do Curso de Direito!

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